São Paulo - Os efeitos da iminente guerra dos EUA contra o Iraque na cadeia do setor têxtil ainda não podem ser mensurados, de acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Paulo Skaf. No entanto, a percepção dele é que o País não deverá ser prejudicado e poderá, até, sair ganhando economicamente.
''O consumo dos EUA já não está no melhor nível, então não há muito o que piorar em termos de exportação para lá'', afirmou Skaf. Como o Brasil está longe da área de conflito e a rejeição do consumidor norte-americano aos produtos europeus, especialmente franceses e espanhóis, está aumentando, ele acredita que os têxteis brasileiros poderão ser beneficiados.
No ano passado, o Brasil exportou cerca de US$ 400 milhões para os EUA. ''Como os EUA são um mercado que importa US$ 70 bilhões de têxteis por ano, há muito espaço para crescer'', salientou. Quanto às exportações para o Oriente Médio, Skaf disse não se preocupar. ''O comércio para lá ainda é pequeno, em torno de US$ 10 milhões'', finalizou.

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