Setor têxtil precisa se unir
O empresário de Londrina Chebli Nabhan Filho, dono da marca de confecções Puramania, afirma que os impostos e a legislação trabalhista são os maiores adversários do setor. As indústrias têxtil e de confecções, juntas, estão entre as que mais empregam no País, mas não teriam apoio suficiente do governo. ''A carga tributária encarece nossa mão de obra e ficamos fora da competição internacional.''
Indiretamente, ele cita a corrupção também como problema. ''Se tudo que pagamos desse retorno em saúde e educação, tudo bem, mas não acontece isso'', diz. O empresário vê como positivas as medidas do governo federal tomadas no ano passado, como reduções de impostos e da tarifa de energia elétrica. ''Já é importante terem feito algo, mexido em coisas que ninguém quis fazer anteriormente'', diz Nabhan Filho.
O empresário pede uma união do setor têxtil em todo o Brasil para negociar um plano para a indústria. Ele lembra que o mercado brasileiro está com oferta de empregos, o que torna necessário reajustar salários para manter funcionários, enquanto o desemprego está em alta no exterior, com mão de obra barata. ''Se não houver uma reforma tributária e na lei trabalhista, os próximos anos serão muito complicados.'' (F.G.)





