A indústria do vestuário, uma das que mais emprega no País, corre sério risco devido à concorrência com os produtos asiáticos. Somente na região de Londrina, o número de vagas no setor caiu de 16 mil para 12 mil, nos últimos três anos, segundo o Sindicato das Indústrias do Vestuário do Paraná (Sivepar).
Se o governo não tomar nenhuma medida, a tendência é piorar esta situação. ''Com a crise na Europa, a China precisa cada vez mais entrar aqui e em outros países em que não entrava antes'', afirma o presidente da entidade, Marcos Tadeu Koslowski.
De acordo com ele, o salário médio do empregado chinês é de R$ 270 contra R$ 800 pagos no Brasil para os trabalhadores do setor. ''Mas não é só o valor do salário, temos uma alta carga tributárias sobre ele'', ressalta.
A partir de janeiro deste ano, as indústrias têxteis passaram a recolher 1,5% sobre o faturamento das empresas a título de contribuição previdenciária, em vez dos antigos 20% sobre a folha de pagamento. A medida faz parte de um pacote do governo federal de incentivo à indústria nacional. ''Mas, para sermos competitivos, precisaríamos de uma alíquota de 0,8%'', reivindica Koslowski.
O presidente do Sivepar diz que o Brasil ainda consegue concorrer minimamente com a China porque ''faz moda''. ''Nós agregamos valor ao produto. Os chineses, por exemplo, não conseguem fazer moda feminina, que muda a toda hora'', explica. (N.B.)

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