Agência Estado
O setor têxtil brasileiro deve crescer 5% este ano, na comparação com o ano passado, registrando um faturamento global de US$ 22 bilhões, contra US$ 21 bilhões de 1998. A previsão foi feita ontem pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), Paulo Skaf, na abertura da Fenit/Fenatec 99 (Feira Internacional da Indústria Têxtil e Feira Internacional da Tecelagem), considerado o maior evento anual da moda do Brasil. O evento acontece até sexta-feira, no Anhembi, em São Paulo.
De acordo com Skaf, as perspectivas para este ano são positivas em função principalmente da desvalorização cambial que deve reduzir as importações e aumentar as exportações. O objetivo da entidade, segundo ele, é eliminar o déficit anual de US$ 1 bilhão da balança comercial do setor verificado desde 94. A expectativa para este ano é exportar US$ 1,350 bilhão e importar o mesmo valor.
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) está negociando com o BNDES a criação de linhas de crédito. A entidade prevê que serão investidos US$ 6 bilhões nos próximos cinco anos na modernização das fábricas e espera que 50% deste total venha do BNDES. O restante seriam financiamentos externos e recursos das próprias empresas.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (Abravest), Roberto Chaddad, informou que o faturamento global das confecções brasileiras deve crescer entre 2% e 3% este ano, puxado pelo desempenho das vendas de roupas de inverno. Ele explicou que as vendas do inverno deste ano, que estão superiores ao ano passado em função do frio, vão garantir bons resultados na próxima estação porque aumentarão o capital de giro e estimularão a produção para o verão, estação que registra os maiores volumes de vendas. No ano passado, o segmento faturou US$ 25,7 bilhões e produziu 4,2 bilhões de peças.

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