Setor têxtil abriu 15 mil vagas entre abril e junho
TRABALHO
Setor têxtil abriu 15 mil
vagas entre abril e junho
Agência Estado
De São Paulo
Entre abril e junho foram criados pelo setor têxtil cerca de 15 mil postos de trabalho. Os dados, colhidos pelo Ministério do Trabalho e divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), reforçam as perspectivas de crescimento deste mercado do Brasil. A previsão é de que, nos próximos oito anos sejam investidos US$ 10,8 bilhões em modernização e expansão do setor.
A cadeia produtiva tende a crescer como um todo, prevê o presidente da Abit, Paulo Skaf. Desse modo atingiremos a meta de criar 40 mil empregos até o fim do ano. Além de abrir postos de trabalho, espera-se que o setor alcance crescimento de 20% nas exportações e 5% na produção.
Ainda de acordo com expectativa da Abit, com base em relatório da consultoria internacional Gherzi Textil Organization, a indústria têxtil brasileira deverá registrar aumento do nível de exportações, de US$ 1,1 bilhão em 1998, para US$ 4 bilhões em 2002.
Segundo Skaf, outro ponto que tem favorecido o setor é a reação do governo aos boicotes incentivados pelo setor têxtil argentino, que propôs redução de cotas de importação de produtos brasileiros. Ele acredita que até o fim do ano o problema estará resolvido. A expectativa negativa é com relação à manutenção dos preços, praticamente sem reajustes desde 1994: Com o aumento dos preços da matéria-prima importada pode haver repasse, mas, com certeza, o menor possível.
A Abit aponta também o crescimento da produção de algodão: de 300 mil toneladas por ano, há dois anos, para 500 mil em 99, com previsão de chegar a 800 mil em 2002.





