O setor sucroalcooleiro tem grande importância na absorção de mão de obra nas regiões Norte e Noroeste e nas exportações do Estado do Paraná. Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a participação do açúcar nas exportações chegou a 10,6% no último mês de janeiro. "Geralmente esses setores agroindustriais dão uma dinâmica na economia do interior, na geração do emprego e na produção de renda; o setor sucroalcooleiro tem um peso importante na economia do Estado", reforça Francisco Castro, economista do instituto.
Para ele, a medida federal favorece um setor em crise, aprofundada pela queda de demanda do mercado internacional. Castro ressalta que os preços das commodities dependem muito da economia mundial e o fato de as usinas poderem optar entre a produção do açúcar e do etanol é benéfico. "O sucesso desse tipo de setor é a questão internacional na formação de preço; a liberdade do agente optar pelo que dá mais retorno é legítima", frisa.
Pela lei atual, o governo federal pode optar por um porcentual de etanol na gasolina que vai de 18% a 27,5%. A cadeia produtiva de açúcar e álcool havia solicitado, inicialmente, o limite máximo, mas dificuldades quanto à medição do 0,5 ponto porcentual limitaram a mistura a 27% e apenas para a gasolina C. No caso da gasolina premium, o porcentual permanece em 25%. (C.F.)

mockup