Para o presidente da Sindicato Rural de Londrina, Narciso Pissinati, o baixo número de cadastros registrados no Estado se deve ao fato de que fazer o registro da propriedade no sistema não é tão simples quanto dizem. No preenchimento do documento, o presidente revela que muitos produtores têm dificuldades em questões técnicas, como fazer o georreferenciamento da área.
Pissinati aponta que o produtor necessita de uma assessoria técnica para preencher o CAR, já que muitos não conhecem o sistema. Mas o grande problema, frisa o presidente da entidade, é que não há técnicos o suficiente para atender toda a demanda. Pissinati cita o caso do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) que ajuda no preenchimento do cadastro, mas que também possui uma equipe muito pequena.
"É preciso mais tempo para fazer esse cadastro e levar informação ao produtor", desabafa o presidente. Segundo ele, há muitas dificuldades de interpretação do que está sendo pedido no formulário. Pissinati também reclama que o sistema online do CAR não permite correção depois que o material foi enviado. O presidente salienta que cadastro é o espelho do imóvel e se for preenchido errado pode acarretar problemas futuros para o produtor.
Atualmente o Sindicato Rural de Londrina possui três profissionais treinados para explicar ao produtor como fazer o preenchimento do CAR. Porém, segundo Pissinati, o número não consegue atender toda a demanda. Raimundo Deusdará Filho, diretor de fomento e inclusão florestal do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), afirma que é natural haver dificuldades porque o procedimento é novo. "Pedimos aos sindicados rurais, associações, entre outras entidades que ajudem os produtores a se cadastrarem".
Com relação à prorrogação do prazo de entrega do CAR, Deusdará Filho explica que a legislação diz que os produtores têm um ano para fazer o cadastro, podendo ser prorrogado por mais um ano. "Em abril vamos analisar a quantidade e qualidade dos registros, e aí vamos resolver se prorrogamos ou não o prazo", frisa. Ele sugere que os produtores não fiquem esperando a prorrogação. Se a extensão do prazo não for aprovada, os produtores não cadastrados perderão em 2017 o direito ao crédito, não cabendo recurso. (R.M.)

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