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Para vender mais, cafeicultores querem tirar o estigma de que a bebida faz mal à saúde. Empresários brasileiros, norte-americanos e colombianos encomendaram uma pesquisa à Universidade Vanderbilt para mostrar qual a relação entre o café e a saúde. Há um preconceito muito grande, principalmente de que crianças e adolescentes não devem beber café. Mas já há estudos indicando que a bebida previne depressão e desestimula o uso de álcool e drogas, disse David Nahum Neto, da Abic.
O café é um energético saudável, faz coro Manoel Vicente Bertone, do CNC. Segundo médicos, mesmo não sendo considerada dependência química, as pessoas que ingerem muita cafeína podem passar mal quando ficam sem a substância no organismo.
A cafeína está presente em bebidas (cafés, chás, refrigerantes do grupo das colas) e alimentos como o chocolate e o cacau. É estimulante e pode provocar estreitamento dos vasos sanguíneos.
Pessoas sensíveis à cafeína têm sintomas como taquicardia, agitação, suor em excesso, irritabilidade, tremores e ansiedade quando ingerem quantidades moderadas e até baixas da substância. Quem toma muita cafeína pode ter sensações desagradáveis quando interrompe o seu consumo (síndrome de abstinência).
Outra pesquisa, feita por produtores brasileiros, indica que o consumo de pó de café caiu no mundo inteiro graças ao uso de novas técnicas de preparo. Uma família de cinco pessoas, por exemplo, gastava 300 gramas para fazer o café diariamente, com coador de pano. Se sobrasse, o pó era jogado fora. Agora, com máquina regulada, a mesma família gasta três vezes menos. Ou seja, bebe a mesma quantidade mas gasta menos pó.
Outra aposta comercial é no setor de café gourmet, a bebida especial. Esse tipo de segmento tem crescido cerca de 4% anualmente no Brasil e no mundo. A AL Van Houtte, empresa canadense e uma das maiores produtoras de café gourmet, teve crescimento de 35% no último ano, com lucro de US$ 14 milhões.





