Brasília - O setor público consolidado registrou superavit primário de R$ 2,653 bilhões em maio, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central. O resultado primário não leva em conta a despesa com os juros da dívida. Em maio de 2011, o setor público havia acumulado superavit primário de R$ 7,506 bilhões.
No mês passado, o governo central acumulou superavit primário de R$ 1,558 bilhão. Todo esse esforço foi gerado pelo Governo Federal, que terminou maio com saldo positivo de R$ 4,219 bilhões. Por outro lado, a Previdência Social (INSS) amargou deficit primário de R$ 2,573 bilhões e o Banco Central computou perdas primárias de R$ 88 milhões. Os governos regionais encerraram maio com superavit primário de R$ 1,246 bilhão, enquanto as estatais registraram deficit primário de R$ 151 milhões, no mesmo período.
No acumulado de janeiro a maio de 2012, o setor público registra superavit primário de R$ 62,865 bilhões, o equivalente a 3,55% do PIB. O esforço é menor que o visto em igual período de 2011, quando o saldo havia acumulado R$ 64,820 bilhões, ou 3,93% do PIB. Nos últimos 12 meses encerrados em maio, o setor público consolidado registra superavit primária de R$ 126,756 bilhões, ou 2,97% do PIB.
Dívida líquida
A dívida líquida do setor público recuou de 35,7% do PIB em abril para 35,0% do PIB em maio. No mês passado, a dívida totalizava R$ 1,492 trilhão. O BC informou também que a dívida bruta subiu de 56,7% do PIB em abril para 56,9% do PIB em maio (R$ 2,425 trilhões).
Em relação à dívida líquida, a desvalorização cambial de 6,9% no mês passado contribuiu para uma redução de 1 ponto porcentual do PIB nesse indicador, o equivalente a R$ 42,2 bilhões.
No ano, a relação dívida líquida/PIB caiu 1,4 ponto porcentual (de 36,4% em dezembro para 35% em maio). O superavit primário do período contribuiu com 1,5 ponto porcentual para essa redução. O efeito do crescimento do PIB levou a uma queda de 1,1 ponto porcentual. Também contribuiu a desvalorização cambial de 7,8% no período.

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