O setor público consolidado (inclui Estados, municípios e empresas estatais) apresentou um superávit primário, isto é, sem a inclusão de juros, de R$ 2,714 bilhões (2,64% do PIB) em julho. Esse superávit é menor do que o registrado no mês de junho deste ano, que foi de R$ 3,452 bilhões (3,23% do PIB), e superior ao resultado positivo de R$ 1,022 bilhão (1,01% do PIB) apurado em julho de 2000.
Na obtenção do superávit primário de julho deste ano, o governo central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) contribuiu com um resultado positivo de R$ 1,470 bilhão (1,43% do PIB) e os governos regionais com um superávit de R$ 1,244 bilhão (1,21% do PIB).
As empresas estatais federais, que estão dentro do governo central, registraram superávit primário de R$ 209 milhões (0,20% do PIB) no mês passado. Dentro do ''item'' governos regionais, os Estados registraram um superávit primário de R$ 848 milhões (0,82% do PIB) em julho; os municípios apresentaram um resultado positivo de R$ 251 milhões (0,24% do PIB); as estatais estaduais, de R$ 94 milhões (0,09% do PIB), e as estatais municipais, de R$ 51 milhões (0,05% do PIB).
Nos primeiros sete meses do ano, as contas do setor público consolidado registraram um superávit primário de R$ 33,131 bilhões (4,91% do PIB). A meta de superávit primário do setor público consolidado para este ano, que consta no novo acordo brasileiro com o FMI (Fundo Monetário Internacional), é de R$ 40,2 bilhões. Ou seja, o ''esforço fiscal'' do setor público nos últimos cinco meses deste ano tem de ser de R$ 7,1 bilhões para que a meta seja atingida.
O novo acordo com o FMI, que disponibilizou mais US$ 15 bilhões para o Brasil, vai até o final do ano que vem. Para este ano, o governo informou que não serão necessários cortes adicionais no Orçamento. Para 2002, entretanto, a meta de superávit primário com o FMI, que é de R$ 45,7 bilhões, deve comprometer os investimentos do governo.
Já o resultado fiscal do setor público consolidado registrado no primeiros sete meses deste ano, é maior do que o verificado em igual período do ano passado, que foi de R$ 24,736 bilhões (4,7% do PIB). Nos doze meses encerrados em julho, o superávit primário foi de R$ 46,553 bilhões, ou 4,03% do PIB.
As contas do setor público consolidado, porém, apresentaram um déficit nominal (que incorpora os juros e encargos da dívida) de R$ 14,337 bilhões (13,94% do PIB) em julho deste ano. Esse é o maior déficit nominal desde janeiro de 1999, quando ocorreu a desvalorização do real (leia ao lado).
O déficit nominal de julho é bem pior do que o resultado de junho deste ano, quando foi registrado um superávit nominal de R$ 461 milhões (0,43% do PIB). O resultado nominal também é maior do que o déficit apurado em julho do ano passado, que foi de R$ 4,148 bilhões (4,11% do PIB).
Nos primeiros sete meses deste ano, o déficit nominal somou R$ 43,129 bilhões (6,34% do PIB), o que representa uma queda em relação a igual período do ano passado (R$ 20,384 bilhões, ou 3,33% do PIB). Nos doze meses encerrados em julho, o déficit nominal somou R$ 72,030 bilhões (6,21% do PIB).

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