Cerca de 70% do consumo interno das viagens brasileiras é resultado das viagens corporativas. É o que aponta o economista Hildemar Brasil, que também é pesquisador do Senac/SP e do Instituto de Hospitalidade, Lazer e Turismo. Ele auxiliou no desenvolvimento dos números coordenados pela Associação Latino-Americana de Gestores e Viagens Corporativas (Alagev).
Apesar da economia do País ter crescido pouco em 2012, o economista comenta que o consumo das famílias, a política de desoneração das empresas, patrocinada pelo governo, os preparativos para os eventos relacionados à Copa do Mundo e a queda dos juros básicos mantiveram aquecidos os negócios. "No plano internacional, a manutenção da crise europeia, a recuperação da economia americana e a redução do crescimento da economia chinesa, entre outros fatores, forçaram os empresários brasileiros a buscar novos mercados, portanto, a investir mais em viagens e negócios."
Para 2013, a expectativa do especialista é que o setor apresente um crescimento de 10,73%. "Insistimos na tese de que, em tempos de turbulência, os empresários deslocam-se em busca de novas oportunidades e abertura de mercados. Haverá muito trabalho e viagens corporativas pela frente", complementa Brasil. (V.L.)

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