Setor produtivo quer mudanças em 2007
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sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Da Redação 
A virada do ano novo chega mais cedo este ano na vida dos brasileiros. Ela deve começar antes da meia-noite de domingo quando o País ficará sabendo, sem mais nenhuma dúvida, o nome do presidente que irá conduzir o país pelos próximos quatro anos. E, por uma questão cultural ou por otimismo genético, todos os brasileiros, sem exceção, esperam ter um 2007 melhor do que foram 2006, 2005, ... Isto independente de qual dos candidatos vestir a faixa de presidente na próxima administração.
O presidente do Sindicato das Empresas de Serviços, Contabilidade e Perícia de Londrina (Sescap-Ldr), José Ribeiro, tem esperanças que as mudanças aconteçam. O principal desafio, diz, será quebrar o ciclo de regime de baixo crescimento que a economia brasileira vem vivendo nos últimos anos. O PIB, lembra, vem apresentando índices de em média 2,3% ao ano. Isto significa uma queda de quase 5% ao ano, se comparados aos índices da década de 70, quando o país apresentava um crescimento econômico consistente.
''Para que o Brasil retome o crescimento econômico sustentado é preciso mudar o modelo atual, especialmente na condução das políticas fiscal e monetária'', diz. Ribeiro acrescenta, porém, que estas mudanças só vão acontecer se o presidente eleito escolher um ministério sério e competente. ''O país tem recursos humanos de alta competência, mas é preciso querer e saber escolher'', frisa.
O ajuste concreto e definitivo da máquina do poder público (municipal, estadual e federal), é outra prioridade na avaliação do presidente do Sescap-Ldr. ''O setor produtivo não tem mais lastro para bancar indefinidamente esta situação sem que haja uma política econômica e social que planeje o crescimento real do país'', enfatiza.
Investir em uma política agrícola eficiente e duradoura, dando estabilidade para que o setor possa produzir com segurança, é outra prioridade. Ribeiro argumenta que os governos ''esquecem'' que por fatores sócio-geográficos o Brasil é um país com os ''pés plantados na agricultura''. ''Uma política que valorize a produção e incentive a agroindústria, vai dar a estabilidade que o país precisa para alavancar todos os outros setores da economia'', defende.
Afinar as relações administrativas definindo com clareza os papéis (obrigações) dos municípios, estados e federação, é outra reivindicação. Para Ribeiro, os municípios deveriam manter a maior parte dos recursos por eles gerados. A medida, diz, possibilitaria um crescimento econômico sadio porque os investimentos seriam feitos diretamente onde está a demanda - onde vivem os brasileiros - evitando ''desvios'' e ''desperdícios''.
Combinar a obtenção de superávits primários com taxas de juros mais baixas. Redução dos gastos correntes e elevação dos gastos em investimentos, e adoção de metas estáveis de inflação e redução das taxas de juros. ''A receita de um Brasil melhor e para todos é sabida. Mas também é de conhecimento público que o pior cego é aquele que não quer ver. Então, a nós brasileiros que trabalhamos e produzimos nos resta a esperança de mudança'', finaliza.


