Alda do Amaral Rocha
Agência Estado
Segundo o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Galassini, o grau de endividamento da cooperativa foi de 43,80%, percentual que recua para 13,34% se confrontado com o valor de empréstimos com o disponível nos bancos.
‘‘Nosso índice de autofinanciamento é de 1,75, o que significa a independência de recursos de terceiros para o desenvolvimento de nossas atividades’’, diz Galassini.
A Coamo divulgou quinta-feira o resultado de 99 em sua 30º Assembléia Geral Ordinária, quando será eleita a nova diretoria da cooperativa.
Desvalorização Galassini diz que apesar das dificuldades enfrentadas em 99, ‘‘estamos satisfeitos com o bom desempenho apresentado pela cooperativa’’. Segundo ele, em 99, o setor agrícola enfrentou a pior relação de troca dos últimos anos, principalmente em função da mudança da política cambial e da redução significativa dos preços dos produtos agrícolas.
Galassini informou que os preços recebidos pelos agricultores na comercialização dos seus produtos foram, em média, 16% menores que os pagos na compra de insumos.
A Coamo, maior cooperativa agropecuária singular da América Latina, é responsável por 3,3% de toda a produção nacional de grãos e de fibras e 14% da safra paranaense.
Investimento No ano passado, a Coamo investiu R$ 29,7
milhões na construção de um terminal portuário em Paranaguá e na implantação da fábrica de margarina e gorduras vegetais. Também houve investimento na infra-estrutura de recebimento de produtos e automação das atividades.
‘‘Os investimentos no terminal portuário, somando-se aos que o governo do Estado realizou, tornarão a movimentação de embarque muito mais ágil na próxima safra, trazendo grandes benefícios aos clientes externos e, indiretamente, também aos cooperados pela valorização de seus produtos’’, diz o presidente da Coamo.
Este ano, a cooperativa vai lançar no mercado a margarina, o café moído e a gordura vegetal com a marca Coamo. A Coamo já comercializa óleo de soja, arroz, feijão, farinha de trigo e café cru com sua marca.