Curitiba - Para o diretor-executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, Cid Torquato, são poucas as questões que, realmente, precisam ser regulamentadas no País no uso da internet. Citou, como exemplos, os crimes eletrônicos e a privacidade de dados. Ele acredita que essa última questão, sim, afeta o potencial de negócios brasileiro com empresas norte-americanas e européias.
Mas, os números mostram que o comércio eletrônico no Brasil vai muito bem, obrigado, comemorou Torquato. De 2002 a 2004, o volume de negócios no varejo on-line cresceu quase 80%, pulando de R$ 4,2 bilhões para R$ 7,5 bilhões. A estimativa da E-Consulting, que faz o levantamento da economia digital em parceria com a Câmara, é de encerrar 2005 com faturamento de R$ 9,8 bilhões, volume 30,67% maior do que em 2004.
Os dados do varejo on-line representam a soma dos volumes de transações de automóveis, turismo e bens de consumo (lojas virtuais e leilões para pessoa física). No primeiro semestre deste ano, os negócios pela internet somaram R$ 4,6 bilhões. A venda de veículos foi responsável por 62,45% (R$ 2,874 bilhões), bens de consumo 23,12% (R$ 1,064 bilhão) e turismo 14,43% (R$ 664,32 milhões).
No ano passado, o crescimento em relação a 2003 havia sido de 43,2%. As vendas pela internet representaram 3,63% do varejo total no País. Cerca de 4,3 milhões de pessoas fizeram compras on-line dentro de um universo aproximado de 20,3 milhões de usuários da internet.
O setor automobilístico liderou as vendas de 2004, com 57% de participação, quando fechou negócios no valor de R$ 4,27 bilhões, obtendo um crescimento de 31,7%, na comparação com 2003. Os bens de consumo tiveram o segundo maior volume de vendas R$ 2,065 bilhões , respondendo por 27% do varejo on-line. O setor de turismo teve 15% de participação com R$ 1,15 bilhão em negócios.
Outro levantamento da E-Consulting e da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico mostra que as transações entre empresas e nos mercados eletrônicos, também, são crescentes. Caso se confirme a projeção para este ano de R$ 257,4 bilhões, o crescimento, em relação a 2002, será de 135%, quando os negócios somaram R$ 109,5 bilhões. Somente no primeiro semestre deste ano, a soma de negócios on-line entre empresas foi de R$ 118,3 bilhões.(A.L.)

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