O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, considera o empreendedorismo como alternativa para contornar dificuldades da economia e, por isso, diz que é preciso promover ações que reduzam a burocracia, simplifiquem a legislação, facilitem o crédito e incentivem a educação empreendedora. "Quanto mais crédito e menos tempo o empresário perde com entraves burocráticos, mais ele pode se dedicar ao seu negócio, o que gera mais emprego e renda para os brasileiros", diz Afif.

Ele cita que a redução da participação de empreendedores por oportunidade pede nova política para o setor, já que os 56,5% de 2015 representam o mesmo índice de 2007, quando a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa entrou em vigor. "Com a melhoria do ambiente legal no Brasil, presenciamos um boom no empreendedorismo. O aumento de incentivos influenciou o forte crescimento do empreendedorismo por oportunidade, que pode ter voltado a um patamar mais equilibrado quando comparado com o empreendedorismo por necessidade", afirma.

Especialistas ouvidos pela GEM apontam ainda para a necessidade de incentivos à educação e capacitação (48,6%), políticas governamentais (40,5%), apoio financeiro (24,3%), pesquisa e desenvolvimento (23,0%), custo do trabalho, acesso e regulamentação (20,3%) e programas governamentais (16,2%).

APOIO TÉCNICO

Consultor do Sebrae em Londrina, Rubens Negrão lembra que é importante que os empreendedores busquem apoio de entidades para a formatação do negócio em qualquer situação, mas, principalmente, em caso de necessidade. "É preciso conhecer o mercado, os custos, a concorrência e aprender a se diferenciar", cita.

Negrão lembra que é comum a pessoa não ter visão sistêmica da empresa onde trabalhou, mas apenas da função que exerceu. "O papel das instituições é emprestar esse conhecimento a esse público, para que tenham a condição mínima de administrar o negócio. E não se trata apenas do Sebrae, mas de associações comerciais, sindicatos e outras", sugere. (F.G.)

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