Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram a avicultura e a suinocultura brasileiras e, para atender essa demanda, também são os responsáveis pela maior parte da produção de alimentação animal do País. Essa é a análise do vice-presidente executivo do Sinrações, Ariovaldo Zani.
De acordo com o assessor da gerência técnica e econômica da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti, a capacidade instalada de produção de ração do Estado é de 33 mil toneladas por dia. ''As cooperativas do Estado são responsáveis por 33% desse total, o equivalente a 10,8 mil toneladas de ração por dia'', afirma. Mafioletti explica que a maior parte da produção estadual é dirigida à avicultura e à suinocultura, com parte ainda destinada à bovinocultura leiteira.
''Para atender aos projetos de agroindustrialização do Estado, o setor de rações deve ter acompanhado o crescimento nacional'', avalia Mafioletti. Ele lembra que as cooperativas paranaenses abatem 1,2 mil cabeças de frango por dia e, nos próximos dois anos, o volume deve chegar a 1,5 mil. ''Há cerca de cinco anos a produção era equivalente a metade da quantia atual'', ressalta.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, relata que a maioria das indústrias avícolas do Estado fabricam ração para consumo próprio ou de suas granjas integradas. Por esse motivo, esclarece, não é possível contabilizar o total produzido no Paraná. ''Estimamos um crescimento de 7% para a avicultura paranaense este ano e, portanto, o aumento da produção de ração deve ser similar'', afirma.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que em 2009 o Paraná possuía 43 unidades produtoras de preparações utilizadas para alimentação animal. No ano, a produção foi de 3,2 milhões de toneladas, o que resultou em movimentação de R$ 2,5 bilhões. (M.F)

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