Curitiba - A valorização do real já provocou a queda de 6% na matéria prima utilizada pela indústria do plástico. O setor vive intensamente as oscilações da moeda em função da importação de resinas termoplásticas, cujo valor segue as variações do dólar e do petróleo. Com essas duas variáveis estabilizadas, a tendência é repassar essa queda para os produtos finais como embalagens e utensílios plásticos e componentes industriais.
Para o consultor do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpepe), Moacir Moura, a estabilidade provocada pela queda do dólar representa um alívio para o setor. Até recentemente, as indústrias de plástico vinham sofrendo com o aumento na cotação do petróleo, que favorecia a elevação de custos da matéria prima.
Segundo Moura, nos últimos dois meses o setor tem vivido no paraíso. ''Com o dólar em queda e a cotação do petróleo estabilizada dá para planejar até uma expansão da produção'', afirmou. O executivo destacou ainda que o custo de bens duráveis como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que utilizam o plástico como um dos componentes, certamente terão redução nos custos de produção.
Moura salientou que a recuperação é um pouco demorada, mas ele não negou o clima de otimismo entre as indústrias. Se a situação de estabilidade persistir, as indústrias deverão aumentar as contratações de mão-de-obra. No Paraná, são cerca de 500 pequenas e médias indústrias de material plástico, dispostas a explorar mais o mercado por meio de promoções. ''Temos que recuperar o tempo perdido'', afirmou.

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