Setor plástico fecha mil vagas no PR
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quinta-feira, 08 de novembro de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A guerra fiscal entre os Estados ameaça a indústria de material plástico do Paraná. Nos últimos três meses já foram cortados mil postos de trabalho e fechadas duas empresas do setor no Estado. Entre as indústrias que encerraram as atividades estão a Arauplast de Curitiba que tinha 240 funcionários e a Plasvel de Cascavel com 30 empregados. As companhias fizeram cortes no quadro de pessoal e cancelaram projetos de ampliação, disse o diretor executivo do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep), Moacir Moura.
Hoje, o setor tem 600 indústrias e emprega 18 mil funcionários no Paraná. Os principais produtos fabricados são peças internas para geladeiras, sacolas, sacos plásticos e lonas de caminhão. Moura disse que, entre os Estados que têm oferecido incentivos estão Santa Catarina, Bahia, Alagoas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Goiás. Segundo ele, no Paraná, há incentivos mais para as pequenas indústrias.
Os outros Estados vêm oferecendo uma série de incentivos e, com isso, as empresas vão para lá, disse. Ele aponta como cenário futuro para o setor, a estagnação, o sucateamento das empresas e a redução de empregos. Hoje, a carga tributária no setor atinge 45%. Além disso, as indústrias sofrem com a concorrência chinesa.
De acordo com projeções da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), até 2015 o consumo de resinas termoplásticas devem superar 10 milhões de toneladas, volume 133% maior que as 4,3 milhões de toneladas produzidas em 2005.
O Paraná não faz parte desta expectativa otimista e está entre o 5º e o 6º lugar no ranking brasileiro, com o fechamento de indústrias ou transferência de suas plantas para paraísos industriais, ou seja, Estados da União que oferecem diversas vantagens para que as indústrias paranaenses sejam transferidas para lá. São isenções ou reduções de ICMS, energia com carência de dez anos, terrenos totalmente terraplanados e com toda infra-estrutura.
O presidente do Simpep, Dirceu Galléas, disse que as empresas estão transferindo suas bases e abrindo filiais em outros estados, com IPI e ICMS praticamente isentos ou com créditos de ICMS. Os Estados têm realizado diversas reuniões no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária para discutir o problema da guerra fiscal mas, não chegaram ainda a nenhum acordo.


