Setor petroquímico tem falta de pesquisadores
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quarta-feira, 08 de novembro de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O setor petroquímico tem uma demanda de trabalho de 7 mil engenheiros por ano no Brasil para as áreas de engenharia química, mecânica e civil. A grande dificuldade que existe hoje é encontrar pessoas qualificadas para atenderem a demanda. As informações são do professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Haroldo de Araújo Ponte, que participou ontem da Reunião de Avaliação Anual da Agência Nacional de Petróleo (ANP), ocorrida em Curitiba. O encontro teve como objetivo avaliar alunos que possuem bolsas para a realização de pesquisas na área petroquímica. A reunião foi organizada pelo Programa de Recursos Humanos (PRH) 24 UFPR.
De acordo com ele, em anos anteriores, houve descontinuidade na formação de profissionais na área porque não havia cursos suficientes. Para quem está saindo da graduação agora, o índice de empregabilidade é de 100%, sendo 70% nas áreas de petróleo e gás.
Para 2007, a ANP deve conceder 15 bolsas para pesquisas científicas na área petroquímica para alunos de graduação, mestrado e doutorado. Hoje, são 19 alunos com bolsas em curso.
O objetivo da reunião que aconteceu ontem foi avaliar os trabalhos dos alunos bolsistas. Segundo Ponte, os estudantes têm obtido avaliações positivas e o resultado dos trabalhos dos alunos de 2006 ainda não tinha sido concluído.
O professor de Saúde Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), Arlindo Philippi Junior, que estava participando do evento, lembrou que o Brasil já está buscando algumas fontes alternativas de produção de combustíveis com o álcool e o gás natural. Prova disso é o aumento dos carros bicombustíveis no mercado. Além destes combustíveis, há trabalhos no sentido de desenvolver o uso do biodiesel.
Segundo ele, o Brasil precisa avaliar quanto tem de capacidade de produção não deixando de lado a necessidade de ter um ambiente ecologicamente equilibrado.
O professor destacou ainda que é necessário o País ter uma estratégia de como vai desenvolver uma matriz energética discutida e planejada. Ele lembrou que, na década de 70, o Brasil fez o planejamento mas não tomou as providências definidas.


