A segunda edição da MostraMóveis vai até quinta-feira (5), das 14 às 18 horas, na Expoara – Centro de Eventos
A segunda edição da MostraMóveis vai até quinta-feira (5), das 14 às 18 horas, na Expoara – Centro de Eventos | Foto: Gabriel Teixeira/Divulgação

O setor moveleiro nacional tem capacidade de crescer até 20% ao ano em caso de finalização de acordos comerciais do Mercosul com a UE (União Europeia) e do Brasil com os Estados Unidos, segundo diretores da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário). Na abertura do 10º Congresso Nacional Moveleiro e da 2ª MostraMóveis, na Expoara – Centro de Eventos, em Arapongas, os dirigentes afirmaram nesta terça-feira (3) que o fim das taxas de importação deve garantir alta competitividade aos produtos brasileiros.

Os dois eventos ocorrem simultaneamente e vão até esta quinta-feira (5). Com o tema “Na era da transformação digital: os modelos de negócios e a inovação pelo significado na indústria moveleira”, o objetivo é mostrar tendências tecnológicas e qual será a necessidade de adaptação aos gostos do consumidor estrangeiro, além de debater como se preparar para vendas por meio do comércio eletrônico. O congresso contará com palestras e debates técnicos e a mostra servirá para apresentar as novidades para comerciantes e profissionais do setor, de olho nas vendas de fim de ano e para a Black Friday. A organização é da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

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Presidente do Sima (Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas) e vice da Abimóvel, Irineu Munhoz considerou que a oportunidade que se abrirá com os acordos comerciais é enorme. “É lógico que não só a indústria moveleira, mas a indústria como um todo tem de se preparar e estamos fazendo isso. Isso porque nossos fornecedores têm de nos prover de matérias-primas que sejam mais adequadas ao mercado que queremos atingir.”

Ele afirmou que a aproximação com os Estados Unidos é positiva porque se trata do maior mercado consumidor do mundo. Para Munhoz, o acordo pode avançar até mais rapidamente do que a negociação com a UE, que depende da confirmação com vários países.

A diretora-executiva da Abimóvel, Cândida Cervieri, lembrou que o Brasil já teve um crescimento de 21% nas exportações para os EUA, na comparação com o primeiro semestre deste ano e de 2018. “Acreditamos também que, assim que o acordo entre Mercosul e UE for finalizado, vai significar uma alta de 20% para a indústria moveleira ao ano, porque é um mercado importante nesse setor e extremamente fechado”, citou, na abertura oficial.

O primeiro semestre do setor moveleiro nacional teve uma retração de 4,6%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Munhoz disse que, em parte, o resultado se deve à crise argentina. “É um parceiro importante na América do Sul, que vem passando por problemas sérios, o que faz com que as empresas coloquem o pé no freio para exportar para lá”, afirmou o representante do setor, que lembrou ainda que o consumo interno tem uma recuperação lenta.

Os três estados da região Sul são os maiores exportadores de móveis do Brasil. Santa Catarina (41,3%), Rio Grande do Sul (28,9%) e Paraná (14,8%) corresponderam a 85% dos embarques do País para o exterior entre janeiro e julho de 2019.

TECNOLOGIA

O congresso do setor trouxe na terça, a Arapongas, o empresário e apresentador Carlos Massa, o Ratinho, para falar sobre “A trajetória empreendedora e o olhar para os negócios hoje”. Nos três dias de evento haverá ainda espaço para debates sobre design, sustentabilidade, marketing digital e digitalização do mercado moveleiro, entre outros temas.

Outro tema também relevante aos interessados em exportação são as estratégias comerciais para venda pela internet. O gestor de projetos de atendimento do Sebrae em Londrina, Rubens Negrão, afirmou que o órgão apresentará formas de facilitar o acesso aos mercados internacionais, mesmo para pequenas empresas. “Existem novas preocupações, com prazos, logística de entrega, na montagem desse produto pelo cliente final, em criar manuais de utilização, que normalmente não são preocupações no mercado tradicional e que, para o novo modelo de negócio, são fundamentais.”

MOSTRAMÓVEIS TERÁ RECORDE DE VISITANTES

As principais redes varejistas de móveis dos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina estarão na segunda edição da MostraMóveis, que vai até quinta-feira (5), das 14 às 18 horas, na Expoara – Centro de Eventos. A expectativa é bater o recorde de visitantes em busca das principais novidades para as vendas de fim de ano. “Antes, os expositores eram só do setor moveleiro e hoje também vêm do eletro. Estamos diversificando porque uma loja de móveis vende outros equipamentos, até celulares”, disse a diretora presidente da Expoara, Rosana Belo.

A expectativa é receber mais de 5 mil visitantes nos três dias de evento. Entre as redes confirmadas estão Grupo Casa Verde, Máquina de Vendas, Móveis Brasília, JP Móveis e Eletro, Sonhare, Casa Tema, Mobly, Sonya, Madeira Madeira, J. Mafuz, Mercado Móveis, Mappin Group, entre mais de 30 nomes que abastecem este amplo mercado regional formado por Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Ainda, os lojistas que realizarem pedidos no evento receberão cupons para concorrer ao sorteio de um pacote turístico nacional, com acompanhante, que inclui passagem aérea e hospedagem all inclusive. No total, 55 indústrias moveleiras terão estandes no evento, além de mais dez de empresas fornecedores da cadeia do setor.

RODADA DE NEGÓCIOS

Os industriais e comerciantes do setor terão a chance de participar de rodadas de negócios nacionais e internacionais na quarta e quinta-feira (4 e 5), das 14 às 18 horas. As nacionais serão organizadas pelo Sebrae, com compradores das regiões Sul e Sudeste e direcionamento para empresas com plataformas digitais de comércio. As âncoras confirmadas são Casa Tema, Mobly, Madeira Madeira, Sohare, JP Móveis e Eletro, Sonya e Móveis Brasília.

As rodadas internacionais serão organizadas pela Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) e Apex Brasil, com 45 empresas moveleiras e 20 compradores de 11 países. A oportunidade é de vender para Bolívia, Chile, Colômbia, Curaçao, El Salvador, EUA, Nicarágua, Panamá, República Dominicana, Suriname e Uruguai.

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