Setor moveleiro debate adaptações para acordos comerciais em Arapongas
Executivos apresentam otimismo em congresso nacional e falam sobre necessidade de adaptações para ter crescimento de até 20% ao ano com vendas para Europa e EUA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de setembro de 2019
Executivos apresentam otimismo em congresso nacional e falam sobre necessidade de adaptações para ter crescimento de até 20% ao ano com vendas para Europa e EUA
Fabio Galiotto - Grupo Folha 

O setor moveleiro nacional tem capacidade de crescer até 20% ao ano em caso de finalização de acordos comerciais do Mercosul com a UE (União Europeia) e do Brasil com os Estados Unidos, segundo diretores da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário). Na abertura do 10º Congresso Nacional Moveleiro e da 2ª MostraMóveis, na Expoara – Centro de Eventos, em Arapongas, os dirigentes afirmaram nesta terça-feira (3) que o fim das taxas de importação deve garantir alta competitividade aos produtos brasileiros.
Os dois eventos ocorrem simultaneamente e vão até esta quinta-feira (5). Com o tema “Na era da transformação digital: os modelos de negócios e a inovação pelo significado na indústria moveleira”, o objetivo é mostrar tendências tecnológicas e qual será a necessidade de de adaptação aos gostos do consumidor estrangeiro, além de debater como se preparar para vendas por meio do comércio eletrônico. O congresso contará com palestras e debates técnicos e a mostra servirá para apresentar as novidades para comerciantes e profissionais do setor, de olho nas vendas de fim de ano e para a Black Friday.
Presidente do Sima (Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas) e vice da Abimóvel, Irineu Munhoz considerou que a oportunidade que se abrirá com os acordos comerciais é enorme. “É lógico que não só a indústria moveleira, mas a indústria como um todo, tem de se preparar e estamos fazendo isso. Isso porque nossos fornecedores tem de nos prover de matérias-primas que sejam mais adequadas ao mercado que queremos atingir.”
Ele afirmou que a aproximação com os Estados Unidos é positiva porque se trata do maior mercado consumidor do mundo. Para Munhoz, o acordo pode avançar até mais rapidamente do que a negociação com a UE, que depende da confirmação com vários países.
A diretora-executiva da Abimóvel, Cândida Cervieri, lembrou que o Brasil já teve um crescimento de 21% nas exportações para os EUA, na comparação o primeiro semestre deste ano e de 2018. “Acreditamos também que, assim que o acordo entre Mercosul e UE for finalizado, vai significar uma alta de 20% para a indústria moveleira ao ano, porque é um mercado importante nesse setor e extremamente fechado”, citou, na abertura oficial.


