Setor metal mecânico pode demitir 3,9 mil
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sábado, 06 de dezembro de 2008
Cláudia Palaci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A crise financeira deve promover mais demissões no Estado. A previsão é do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Paraná (Sindimetal). O setor deverá desligar 3,9 mil trabalhadores 13,05% até o final de dezembro, em Curitiba e Região Metropolitana.
Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Sindimetal com 62 empresas, dos quais 91% informaram já terem demitido colaboradores nos últimos dois meses e que devem continuar com a ação caso não haja uma mudança significativa no mercado. O presidente do Sindimetal Roberto Karan prevê ainda um enxugamento de 20% nas folhas de pagamento até o início do ano que vem. Os contratados nos últimos 18 meses, época de setor aquecido, serão os mais prejudicados porque os turnos abertos para atenderem a demanda estão sendo encerrados, opina.
Em Curitiba, a Eletrolux, multinacional de eletrodométicos, demitiu nesta semana 50 funcionários. Ao mesmo tempo, a Volvo, montadora de automóveis, desligou 430 pessoas na Região Metropolitana. As revendedoras de carros estão, aos poucos, enxugando o quadro de funcionários. A onda de cortes é motivada pela crise, que provocou queda nas vendas de bens de consumo devido a falta de crédito e juros altos.
Karan não esconde a preocupação com a volta das férias coletivas. A indústria está esperando a reação do mercado em janeiro e fevereiro para saber qual rumo tomar. Se a economia não melhorar, novas demissões podem acontecer. A indústria, segundo ele, vai tentar segurar ao máximo porque se o mercado estabilizar, pode faltar funcionários. É mais barato manter o trabalhador parado do que demitir e na seqüência recontratar e investir em capacitação, observa Karan.
A reportagem tentou contato telefônico com o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região Metropolitana mas não teve sucesso.


