Com o objetivo de organizar melhor o setor de produção de mandioca e estabelecer um planejamento estratégico que viabilize a ampliação de mercados, a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam) realiza nos próximos dias 14 e 15 de fevereiro encontro com empresários do setor. A reunião acontece em Maringá, na sede do Sebrae, que está dando apoio técnico ao evento.
‘‘A meta é que em 2011 possamos estar produzindo dois milhões de toneladas de amido de mandioca, volume produzido atualmente pela Tailândia, nossa principal concorrente, que tem solo e clima inferiores aos do Brasil’’, afirma o presidente da Abam, Maurício Yamakawa. Segundo ele, no ano passado, o Brasil produziu 400 mil t de amido, e a projeção para 2001, com dados ainda sendo avaliados, é de produção de 550 mil t. ‘‘O consumo de amido tem tido crescimento crescente, tanto para o ramo alimentício, como industrial, que utiliza o produto na fabricação de papel’’, comenta Yamakawa.
Cosiderada uma das culturas que mais utiliza mão-de-obra, principalmente depois da mecanização das lavouras de cana-de-açúcar e algodão, a produção de mandioca enfrentou crise de comercialização no meio do ano passado. Com a auto-suficiência produtora do Nordeste, tradicional importador do produto produzido em São Paulo e Paraná, em pleno pico de safra a tonelada da raiz de mandioca (padrão médio) chegou a ser negociada a R$ 38,00.
Atualmente, depois dos ajustes de mercado, preço médio é de R$ 54,00/t da raiz; para o amido de mandioca, R$ 400,00/t. Devido à crise, setor mandioqueiro estima que área produtora no Paraná passe de 214 mil hectares para 170 mil ha este ano.

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