Setor madeireiro quer ajuda oficial
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terça-feira, 22 de outubro de 2002
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O setor madeireiro, móveis, papel e celulose movimenta atualmente US$ 25,9 bilhões por ano no Brasil e participa com 4% do valor total do Produto Interno Bruto (PIB). São 30 mil empresas do setor madeireiro no País, responsáveis pela geração de um milhão de empregos diretos e outros 3,5 milhões indiretos. Em 2001, o setor exportou o equivalente a R$ 4,2 bilhões.
O mercado americano ainda é o maior comprador do produto nacional. As exportações para os Estados Unidos chegam a 35% do volume total. ''No entanto, o governo federal não tem dado incentivos suficientes para que as indústrias e empresas nacionais invistam nas exportações'', reclamou Clóvis Rech, um dos organizadores do evento. Atualmente, apenas 0,5% das empresas madeireiras no Brasil exporta seus produtos.
O assunto foi destaque ontem durante o Seminário de Transporte, Logística e Exportações, promovido pela Associação Brasileira de Produtores de Madeira no Centro de Convenções de Curitiba. No encontro, as 60 maiores empresas nacionais em volume exportado de madeira, móveis, papel e celulose receberam o Prêmio de Qualidade e Exportação. ''É uma iniciativa que incentiva os empresários a exportarem. Mas deveria ter partido do governo federal'', pontuou. Rech destacou que mercados como a China, Oriente Médio e México estão abertos para os produtos brasileiros. Principalmente os produtos com valor agregado. O Paraná é atualmente o maior exportador do setor no Brasil e responde por 30% do mercado nacional.
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, disse que o mercado chinês está aberto para o Brasil. ''O Brasil tem tudo o que a China precisa. Mas não sabe vender seus produtos. Compramos produtos inicialmente brasileiros e com valor agregado de outros países porque o Brasil não sabe vender'', definiu. Tang exemplificou que a China compra café da Suíça, suco de laranja da Alemanha, castanha de caju americana e móveis finos e couro da Itália. ''Outras nações estão ocupando mercados que naturalmente seriam brasileiros'', disse ele.


