Setor leiteiro quer fortalecer cooperativas
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
Sandra Hahn<br>Agência Estado 
Brasília- A crise da Parmalat mostrou ao setor de leite a necessidade de ser menos vulnerável aos grandes conglomerados e de fortalecer o setor cooperativo, avaliou ontem o presidente da Comissão de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim. Uma saída para reduzir a fragilidade do segmento é apostar em alternativas como a formação de joint ventures entre as empresas do setor, analisou o dirigente, após reunião com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.
Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, as cooperativas de leite devem investir em alianças estratégicas. Ele afirmou que fusões e incorporações poderiam ser consequências desse movimento inicial. A situação financeira das cooperativas é melhor, em termos gerais, que a de empresas privadas, disse Freitas. Mesmo assim, elas precisam de mudanças.
Os produtores de leite discutiram também a necessidade de recursos para a comercialização. O setor havia pedido R$ 500 milhões para atender às necessidades de todo o ano. O diretor do Departamento Econômico da Confederação Brasileira das Cooperativas de Laticínios, Vicente Nogueira, que também participou do encontro, ressaltou que a maior necessidade de recursos ocorre em janeiro e fevereiro, pois há um excedente estimado em 1,2 bilhão de litros que o mercado não tem como absorver rapidamente.
A demanda de recursos seria de R$ 300 milhões somente em janeiro e fevereiro, recursos que serviriam para a estocagem do produto. Segundo Nogueira, o ministro fez contato com o Banco do Brasil durante a reunião, pedindo uma posição sobre a disponibilidade de recursos.


