Setor leiteiro debate problemas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de abril de 2004
Da Redação 
O Brasil é o 6º maior produtor de leite do mundo, com uma produção estimada em 22 bilhões de litros de leite por ano deixando para trás a Argentina, Austrália e Nova Zelândia, seus maiores competidores.
No Paraná, o governo está apoiando e fortalecendo uniões cooperativistas em todo o Estado. Além disso, a agropecuária de leite conta com investimentos para o primeiro semestre de R$ 50 milhões.
Os problemas do setor foram discutidos ontem durante o 9º Encontro Regional do Leite, organizado pela Emater, no Parque de Exposições Ney Braga. Para ter uma produtividade saudável e segura, o leite necessita de alguns cuidados. Entre eles, o manejo adequado e a higiene.
''São cuidados importantes, pois evitam a contaminação e multiplicação de bactérias e resíduos químicos, água e qualquer produto que possa entrar em contato com o leite'', explica José Reinaldo Feitosa Brito, veterinário e pesquisador da Embrapa de Juiz de Fora (MG).
Para ele, a produção e a qualidade não são tratadas como bicho de sete cabeças e está a alcance dos produtores. ''O leite é um investimento que tem retorno, mas depende da produção'', avalia.
Outro tema discutido no encontro foi o cruzamento de raças, visando a melhoria da qualidade do leite. Existem diversos tipos de cruzamentos que mostram resultados positivos. Um deles é o que reúne as raças holandesa e jersey .
''A genética desses animais contribui com a melhoria dos componentes do leite, aumento na facilidade no parto, manutenção da qualidade do leite produzido e melhoria da eficiência alimentar e da produção'', explica Marcos Vinícios Barbosa da Silva, zootecnista da Embrapa de Juiz de Fora (MG).


