Setor já enfrenta aumento de custos
O aumento no volume da construção civil já começar a causar a falta de mão-de-obra especializada e elevar os preços de alguns produtos básicos para o setor.
O Sindiscon Noroeste estima que o volume de construção em Maringá está 12% maior em comparação com o ano passado, o que é um pouco mais que a média nacional. Por isso, o setor já sente a escassez de mão-de-obra na cidade. O diretor de economia e estatísticas do sindicato, Cláudio Luis Alcalde, afirma que os trabalhadores são literalmente disputados pelas empresas.
Outro problema, segundo ele, é que o principal índice do segmento, o Custo Unitário Básico, passou de 14% nos últimos 12 meses em função do aumento de preços de alguns materiais de construção. De acordo com o empresário, há um sério risco de paralisação de algumas obras em Maringá por estes motivos.
Alcalde afirma que estão sendo construídos cerca de 50 edifícios no centro novo de Maringá, a maior parte de torres residenciais de alto padrão, mas há também obras de alguns conjuntos habitacionais de padrão médio, não populares, com 400 ou 500 unidades.
Em Londrina, o aumento no volume de construção civil é de 10% em comparação com o ano passado, segundo informações do presidente do Sinduscon Norte, Osmar Feolin Alves. Segundo ele, este aumento se deve em especial ao aumento de prazo para financiamento, aumento da renda da população e à maior garantia do término das obras. O empresário justifica que este detalhe é importante em termos de credibilidade para evitar problemas iguais aos enfrentados no tempo da Encol, que deixou milhares de compradores no prejuízo há alguns anos em várias cidades do Brasil.
Alves afirma que o setor vem observando o aumento de preços de alguns produtos básicos. Só para exemplificar ele diz que o aço e o cimento foram reajustados em torno de 25% nos últimos quatro meses. Quanto à mão de obra, ele diz que o problema não é tão grave em Londrina porque houve migração de trabalhadores informais para o setor formal e porque a cidade tem mão-de-obra qualificada em número suficiente para atender a demanda. (E.A.)





