Setor industrial se reúne em Brasília
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terça-feira, 27 de junho de 2006
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
A promoção do desenvolvimento sustentável do País estará em pauta durante o primeiro Encontro Nacional das Indústrias, marcado para hoje e amanhã, em Brasília. Cerca de 1,2 mil representantes do setor industrial estarão presente para fazer uma avaliação do segmento e definir uma agenda de propostas e de pontos considerados prioritários para a retomada do crescimento industrial do País. O documento final será entregue ao presidente Lula e demais candidatos ao governo federal e aos governos estaduais.
Entre as questões urgentes que deverão ser debatidas entrará o controle dos gastos públicos e a reforma tributária. Segundo adiantou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Rodrigo Roucha Loures, a finalidade do encontro - proposto pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) - é validar o mapa estratégico de crescimento industrial, que vem sendo construído há cerca de um ano e meio. ''Dentro desse mapa temos traçadas atividades para o futuro, analisamos o desenvolvimento sustentável e como a indústria pode contribuir para que o País cresça ganhando qualidade de gestão e sendo socioecologicamente correto'', citou.
De acordo com ele, um esboço de propostas - elaborado recentemente em Porto Alegre, em encontro dos representantes das federações dos estados do Sul - será apresentado no evento e deverá mostrar a necessidade dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. ''Na verdade são pontos de interesse geral'', observou.
Entre essas propostas dos estados do Sul está mudanças na segurança jurídica e pública do País. ''O empresário precisa de segurança para investir. E aqui no País as leis são mudadas com frequência e nem sempre as propriedades privadas são respeitadas. É preciso mudança'', exemplificou. Outros pontos de necessidade comum são a melhoria na infra-estrutura, como rodovias e portos, além de reformas políticas administrativas.
Na opinião de Loures, sem mudanças concretas e sem colocar em prática o mapa estratégico, fica difícil inserir competitivamente o País na economia mundial. ''Não basta estabelecer estratégias, é preciso ainda mobilizar os industriais para obter o apoio da sociedade e colocar em atividade essas propostas'', acrescentou. O teor político deverá permear todas as discussões do encontro, já que a idéia é entregar essas propostas aos candidatos ao governo.


