Setor industrial eleva produção pelo 6º mês
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segunda-feira, 11 de outubro de 2004
Gabriela Wolthers<br> Folhapress 
Rio de Janeiro - A produção industrial brasileira registrou aumento de 1,1% em agosto em relação a julho, a sexta alta consecutiva. A última vez em que a indústria havia acumulado seis meses seguidos de expansão foi de junho a dezembro de 94, no lançamento do Real. Nos oito meses de 2004, a alta é de 8,8%.
Na comparação com igual período do ano passado, o índice também é positivo: 13,1% frente a agosto de 2003, representando 12 meses consecutivos de alta. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expansão é puxada principalmente por bens de capital (como máquinas e equipamentos), com crescimento de 2,5% na comparação de agosto com julho deste ano, e por bens de consumo duráveis (eletrodomésticos, automóveis), com aumento de 2,2%.
A expansão da indústria de bens de capital é considerada essencial pelos analistas por significar que as empresas estão investindo na modernização e na ampliação de sua capacidade instalada. Das 23 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE com ajustes sazonais (típicos de um determinado período do ano), 12 apresentaram expansão.
''É um resultado que mostra que cada vez mais a indústria amplia seu crescimento por mais setores. Se, ao final do ano passado e nos primeiros meses deste ano, as exportações e a agroindústria estavam sustentando o ritmo industrial, os últimos índices mostram que o mercado interno também tem contribuído para esse avanço'', disse o chefe da Coordenação da Indústria do IBGE, Silvio Sales. ''A produção industrial surpreendeu positivamente e traz boas notícias em relação ao desempenho das encomendas à indústria, que ainda se mostram em alta'', avaliou a consultoria Global Station.
A surpresa com relação à alta de 1,1% também foi o destaque do documento do Departamento de Pesquisas e Estudos econômicos do Bradesco, que ressalta, como o IBGE, o ''dinamismo'' de setores produtores de bens de capital e duráveis. Das quatro categorias que compõem a produção industrial bens de capital, intermediários, duráveis e não-duráveis , o último, que inclui itens como alimentos, vestuário e medicamentos, foi o único que apresentou taxa negativa em agosto em comparação a julho, com queda de 0,3%.


