No novo cenário traçado pelo governo e o Fundo, o crescimento econômico foi o único indicador da economia revisto para baixo em relação às estimativas feitas no fechamento do acordo. A novas projeções são entre 2% e 2,5% enquanto o esperado anteriormente era o Produto Interno Bruto (PIB) crescer 3,5%.
De acordo com o documento, as projeções deste ano consideram que o ambiente internacional será mais difícil mas, no mercado interno, a aposta é que o melhor desempenho da economia será puxado pela agricultura. Ao mesmo tempo, no entanto, a estimativa é que o setor industrial mostre uma recuperação, enquanto o de serviços tenha um crescimento moderado.
Os recursos de privatização, segundo o documento, chegarão a US$ 10,9 bilhões. Na verdade, neste total estão US$ 4 bilhões referentes a privatizações não realizadas no ano passado. De acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Guilherme Reis, estes valores virão, principalmente, da oferta pública de ações de empresas estatais, como a Companhia Vale do Rio Doce, e da venda de bancos estaduais que foram federalizados.
A direção do Fundo deixa claro no documento que confia no compromisso do governo com a consolidação fiscal. Para isso, além de vigiar de perto os governos estaduais, segundo o documento, o governo vai insistir na aprovação pelo Congresso Nacional da emenda constitucional para prorrogar a cobrança da CPMF, que era prevista para acabar em junho, até 2004.

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