Setor imobiliário também sofre com a crise
O mercado imobiliário é um bom termômetro econômico que, infelizmente, não tem boas notícias. Segundo José Luiz de Assis, delegado regional do Sindicato da Habitação e dos Condomínios (Secovi) em Londrina, a venda de salas comerciais parou nos últimos quatro meses. ''Todo mundo chora a falta de dinheiro'', completa.
Nesse segmento, a exceção são os espaços térreos que sempre foram muito visados. Em comparação ao primeiro semestre do ano passado, a avaliação dos imobiliaristas é que a situação está pior. ''Londrina é uma prestadora de serviços e os juros altos afetam diretamente o movimento no comércio. Consequentemente, os investimentos em imóveis também caem'', explica o imobiliarista Milton Franco.
O excelente desempenho agrícola do Paraná é a esperança do setor. Alfredo Luiz Garcia Lopes Canezin, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Paraná (Creci-PR), acredita que o dinheiro da soja vendida quando o câmbio estava alto deve ajudar a elevar as vendas de imóveis comerciais em 40% no próximo semestre. Franco concorda que a agricultura tem papel fundamental na economia da região, mas é menos otimista. Para ele, a negociação de imóveis comerciais deve crescer, no máximo, 6% no segundo semestre. ''Os períodos favoráveis para esse comércio vão até o início de março e depois de julho'', detalha Canezin.





