Setor garante 41% da receita das exportações brasileiras
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de dezembro de 2001
Gecy Belmonte<BR>Agência Estado 
A balança comercial do setor de agronegócios poderá atingir este ano um superávit maior do que US$ 19 bilhões, conforme indicam os últimos dados apurados pelo Ministério da Agricultura. Nos últimos doze meses - dezembro de 2000 a novembro deste ano - o superávit alcançado já foi de US$ 18,7 bilhões, segundo a Secretaria de Produção e Comercialização do Ministério. No início do ano, o governo previa que o superávit de 2001 iria ficar entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões.
Nos últimos 12 meses, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 23,8 bilhões. Este volume é US$ 2,7 bilhões superior ao do período de 12 meses imediatamente anterior. As importações, por sua vez, tiveram uma redução de 13,9% no período, ficando em US$ 5,080 bilhões. Os produtos responsáveis pelo aumento das exportações nesse período foram o complexo soja, couro e calçados, complexo carnes, açúcar, fumo e tabaco e frutas frescas. No total, esses setores exportaram US$ 13,374 bilhões, embarcando 41,934 milhões de toneladas ao exterior.
No mês de novembro, a balança comercial do setor manteve a tendência de crescimento que vinha mostrando ao longo deste ano. O superávit registrado foi de US$ 1,497 bilhão, resultante da diferença entre exportações de US$ 1,875 bilhão e importações de US$ 377 milhões. Na comparação com novembro do ano passado, as vendas externas cresceram 9,8%, enquanto as importações caíram 22,4% .
O aumento nas exportações foi um recorde histórico para o mês de novembro (quando tradicionalmente ocorrem compras para o final de ano) e deve-se, em grande parte, à desvalorização cambial, que desestimulou as importações.
Já a exportação de carne de frango in natura cresceu 25,39%, chegando a US$ 106,031 milhões. No complexo soja, o farelo de soja continuou liderando as vendas, com US$ 182 milhões. As exportações de açúcar alcançaram US$ 281,5 milhões , enquanto as vendas externas de sucos de frutas e de frutas frescas foram de US$ 89 milhões e US$ 30 milhões, respectivamente.


