Setor financeiro está mais otimista, aponta Febraban
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quinta-feira, 02 de fevereiro de 2012
Mariana Carneiro <br> <br> Folhapress 
São Paulo - Economistas de instituições bancárias estão mais otimistas neste início de ano em relação ao desfecho da crise europeia. Cerca de 60% acreditam que a situação melhorou, o que deve levar o Brasil a ter um desempenho mais positivo neste ano. A estimativa da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) é que a economia brasileira crescerá 3,4% neste ano. ''Se não houver piora no cenário externo, o crescimento pode ser maior do que isso'', disse o economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg. ''Este número está mais para piso do que para teto.''
Além de um cenário externo menos pessimista, o economista diz acreditar que o Brasil crescerá devido aos estímulos anunciados pelo governo e que farão efeito neste ano. O BC já informou que a taxa básica de juros deve chegar à casa dos 9% e uma série de entraves ao crédito foi retirada.
A Febraban espera que o crédito cresça 16,5% este ano, mas pode chegar a 20% caso as projeções de retomada da economia brasileira se confirmem.
''A variável-chave é o cenário externo'', disse Sardenberg.
Um desdobramento mais favorável lá fora ajuda a impulsionar o crescimento brasileiro mas, alerta Sardenberg, pode fazer ressurgir a preocupação com a inflação. O cenário básico da Febraban é de uma inflação de 5,3% neste ano, contra os 6,5% do ano passado.
Mas, na medida em que a economia se recupera com mais intensidade, a expectativa é de que os preços voltem a subir com mais força, o que, diz Sardenberg, pode levar o BC a voltar a subir os juros em 2013. ''Se a economia crescer mais, o risco de termos juros um pouco mais elevados (em 2013) é razoável'', disse.
Segundo economistas ouvidos pela Febraban, o esforço fiscal do governo deve ficar abaixo da meta este ano e fechar em torno de 2,8%. Mas, na opinião do economista, o governo dá sinais de que está comprometido em alcançar o objetivo e pode até sacrificar investimentos para chegar à meta.
Sobre o crédito, a opinião da Febraban é que os bancos privados voltarão a emprestar com mais intensidade neste ano, diminuindo a vantagem do crédito direcionado sobre os empréstimos com recursos livres. ''Com a progressiva melhora do cenário externo, os bancos deverão ser mais agressivos, reduzindo juros e melhorando a oferta de crédito'', afirmou. A Febraban ouviu 30 analistas entre os dias 26 e 31 de janeiro.


