Setor fechou com retração na Bolsa. Arapuã é líder
As cotações das ações das empresas do varejo e da indústria de eletroeletrônicos fecharam os 12 meses encerrados em maio com forte retração na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Entre as redes de lojas, quem liderou a baixa foi a Arapuã, com queda de 96,16% no período, seguida pela Lojas Americanas (-44,44%), Ponto Frio (-42,28%) e Casa Anglo (-19,35%).
Os papéis da Gradiente registraram a maior queda entre os fabricantes de eletroletrônicos cotados em bolsa, com recuo de 81%, entre maio de 1996 e o mês passado. A Sharp ficou em segundo lugar, registrando queda de 50% no valor das ações. A Embraco, ligada à Brasmotor que controla a Multibrás, dona das marcas Consul e Brastemp, teve um recuo de 0,5% no valor de suas ações nesse período. Já o índice Bovespa, que mede 56 ações mais negociadas, baixou 13,20%.
Segundo a analista do mercado de eletroeletrônicos do BBA Paribas, Magali Bim, o fato de as ações da Electrolux terem se valorizado 10,53% em 12 meses encerrados em maio deste ano, enquanto os papéis dos concorrentes despencaram, não reflete os fatores de mercado. No fim do ano passado, explica ela, os controladores fizeram uma oferta de compra das ações da Electrolux com preço superior ao de mercado para tentar recomprá-las e fechar o capital da companhia.
O comportamento das ações dos fabricantes e varejistas de eletroeletrônicos daqui para frente estará atrelado ao desfecho da negociação da Arapuã, afirma Magali. É que, individualmente, a rede deve representar hoje entre 10% e 12% dos volumes fabricados pela indústria, mas a sua fatia já foi maior no passado.
A analista prevê para o segundo semestre deste ano um quadro mais favorável à compra de eletroeletrônicos. É que normalmente a economia tem um ritmo mais acelerado a partir de julho que, neste ano, será marcado por eleições.
Já o analista de varejo da Tudor Asset Management, Renato do Amaral Figueiredo, não está tão otimista quanto Magali. Para ele, a venda de eletrodomésticos e eletrônicos deverá continuar fraca nos próximos meses devido às elevadas taxas de inadimplência e desemprego.





