Setor exportador está otimista
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sexta-feira, 06 de fevereiro de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O setor exportador iniciou 2004 com projeções mais otimistas do que a indústria como um todo. Cerca de 66% das 141 exportadoras pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) informaram que a situação nos próximos seis meses vai melhorar ainda mais. Na indústria em geral, estão otimistas 51% das empresas. A FGV avalia que, mesmo com recuperação da demanda doméstica, as empresas exportadoras manterão presença no mercado externo.
''O setor vai muito bem, continua de vento em popa. E a própria perspectiva de recuperação da economia quanto à demanda interna não vai afetar o ímpeto de exportações. Normalmente, quando há uma recuperação do mercado interno, as exportações diminuem um pouco. Pelos nossos resultados, isso não deve acontecer. As exportações vão continuar evoluindo satisfatoriamente'', disse o coordenador técnico da Sondagem Industrial da fundação, Jorge Braga.
O grupo de empresas foi selecionado entre as indústrias da sondagem trimestral realizada pela FGV. Elas foram divididas em dois grupos: 75 empresas que faturam mais de 50% do movimento total em exportações e 66 para as quais o peso da vendas externas variam de 20% a 50% do faturamento anual. Nos dois grupos, cerca de 31% das empresas pretendem contratar nos próximos três meses, e 60% manterão o quadro atual.
A Braspelco, do setor de peles de couro, calçados e revestimentos para mobiliário, tem um projeto de ampliação da capacidade nos próximos dois anos. A expansão permitiria aumentar o número de postos de trabalho de cinco mil para sete mil. ''A indústria de exportação, de forma geral, tende a crescer bem'', diz o diretor-superintendente da empresa, Arnaldo Frizzo. Mas os projetos dependem da capacidade de restituição dos créditos tributários que a empresa detém, acrescenta.
Para os próximos três meses, 49% das empresas majoritariamente exportadoras (vendem no exterior mais da metade do faturamento) contam com uma demanda mais aquecida no mercado internacional; 34% acreditam em estabilidade e 27% prevêem queda.


