Como não há fábricas de máquinas no Brasil voltadas para o segmento do chapéu, os empresários do ramo aventuram-se a inventar e reinventar a sua própria engenharia. Aos 67 anos, João Gonçalves de Medeiros, dono da Chapebraz, é mestre nisso. Não fosse a sua ousadia, tudo ainda seria manual na fábrica de quase quatro décadas. Atualmente, está em teste uma prensa, criada por ele, que logo deve ser patenteada. ''Dá um melhor acabamento e agiliza a mão de obra'', explica o empresário, cujo avô já trabalhava com chapéu em Itajubá (MG).
Outro exemplo é uma máquina adaptada para fazer costura dupla na banda (faixa) dos chapéus. ''Isso reduziu bastante o trabalho. Antes, conseguíamos fazer apenas 200 bandas por dia. Hoje, a média é de 500'', conta Aparecida Caparroz de Medeiros, 66 anos, esposa de João de Medeiros, que trabalha na empresa desde o início.
Flávio Caparroz Medeiros seguiu os passos do pai e também faz suas adaptações na Eldorado Company. Ele viajou recentemente ao México, onde acontece uma importante feira country, e conheceu várias empresas de chapéu. ''Lá existe muita tecnologia para a produção de chapéu. Como importar tem alto custo, procuramos adaptar o que é possível. Neste setor no Brasil, é preciso muita criatividade para estar sempre inventando'', diz Medeiros. (G.M.)

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