A re­to­ma­da das ati­vi­da­des da Usi­na de Po­re­ca­tu so­ma­da à inau­gu­ra­ção da Usi­na Cos­ta Bio­ner­gia (lo­ca­li­za­da em Umua­ra­ma), es­ta se­ma­na, de­ve con­tri­buir pa­ra que o se­tor no Es­ta­do mo­vi­men­te per­to de R$ 4 bi­lhões nes­ta sa­fra. A ex­pec­ta­ti­va da As­so­cia­ção de Pro­du­to­res de Bio­ner­gia do Pa­ra­ná (Al­co­par) é de que se­jam moí­das per­to de 50 mi­lhões de to­ne­la­das de ca­na-de-açú­car, vo­lu­me 10% ­maior que o ano pas­sa­do. Em 2009, a pro­du­ção te­ve iní­cio em mar­ço e se­rá en­cer­ra­da em de­zem­bro.
  ‘‘A sa­fra ­atual tem ca­mi­nha­do em um bom rit­mo e es­tá até adian­ta­da, ­pois não tem cho­vi­do. E is­so tem si­do mui­to ­positivo’’, ob­ser­va o su­pe­rin­ten­den­te da Al­co­par, Adria­no da Sil­va ­Dias. O úni­co con­tra­tem­po da sa­fra, se­gun­do ele, é em re­la­ção ao ren­di­men­to in­dus­trial. Par­te da ca­na, ex­pli­ca, es­tá com bai­xa con­cen­tra­ção de açú­car, o que faz o pro­du­to per­der a qua­li­da­de.
  O pro­ble­ma, con­for­me ­Dias, es­tá re­la­cio­na­do a ques­tões cli­má­ti­cas: co­mo no ano pas­sa­do cho­veu mui­to, a pro­du­ção fi­cou um pou­co pa­ra­da e o que so­brou de ca­na em 2008 tem si­do in­cluí­do na moa­gem ­atual. Da ca­na-de-açú­car que pas­sar pe­la moa­gem es­te ano, cer­ca de 53% se­rá des­ti­na­da pa­ra a pro­du­ção de açú­car e o res­tan­te pa­ra a de ál­cool.
  So­bre a co­mer­cia­li­za­ção, ­Dias fri­sa que o mer­ca­do não es­tá mui­to fa­vo­rá­vel pa­ra o ál­cool. O pro­du­to, afir­ma ele, tem si­do ven­di­do abai­xo do cus­to de pro­du­ção o que aca­ba pre­ju­di­can­do al­gu­mas em­pre­sas. ‘‘Mas acre­di­ta­mos que se­ja al­go ­temporário’’, pre­vê. Con­for­me da­dos da as­ses­so­ria de im­pren­sa da Al­co­par, o li­tro do ál­cool sai da usi­na com pre­ços que va­riam en­tre R$ 0,57 a R$ 0,58. De to­do o vo­lu­me pro­du­zi­do, ain­da de acor­do com a as­ses­so­ria, per­to de 80% do açú­car e cer­ca de 600 mi­lhões de li­tros de ál­cool se­rão ex­por­ta­dos.
  Quan­to à re­to­ma­da das ati­vi­da­des da Usi­na em Po­re­ca­tu e iní­cio da moa­gem em Umua­ra­na, ­Dias afir­ma que o re­fle­xo em pro­du­ção e ge­ra­ção de em­pre­gos se­rá di­re­to e mui­to po­si­ti­vo. ‘‘São em­pre­sas que ­criam mi­lha­res de em­pre­gos em re­giões, co­mo a de Po­re­ca­tu, mui­to ne­ces­si­ta­das. São ­mais in­dús­trias ge­ran­do ri­que­zas pa­ra o ­Estado’’, con­clui. O Pa­ra­ná con­ta atual­men­te com 30 usi­nas em ati­vi­da­de, que jun­tas ge­ram em tor­no de 80 mil em­pre­gos.
  A Usi­na Cos­ta Bio­ner­gia foi inau­gu­ra­da no úl­ti­mo do­min­go e ini­ciou as ati­vi­da­des na quar­ta-fei­ra, em Umua­ra­ma. Se­gun­do a as­ses­so­ria de im­pren­sa da Al­co­par, até o fi­nal do ano a pre­vi­são da in­dús­tria é ­moer cer­ca de 900 mil to­ne­la­das de ca­na e pro­du­zir em tor­no 70 mil to­ne­la­das de açú­car e 17 mi­lhões de li­tros de ál­cool. A pre­vi­são é que até 2013 a usi­na es­te­ja moen­do em tor­no de 3 mi­lhões de to­ne­la­das de ca­na. A Cos­ta Bio­ner­gia em­pre­ga, ho­je, 1 mil tra­ba­lha­do­res.

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