Setor espera maior agilidade no embarque
Curitiba - A inauguração do terminal público de álcool do Porto de Paranaguá foi comemorada por produtores e entidades ligadas ao setor sucroalcooleiro no Estado. Além de também terem a expectativa de que o processo de exportação seja barateado, eles esperam uma maior agilidade no embarque do produto para outros países.
O assessor técnico e econômico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Nílson Hanke Camargo, lembra que os produtores paranaenses contavam apenas com um terminal privado, administrado pela empresa Cattalini, para armazenar e embarcar o álcool para exportação em Paranaguá. Com um terminal público como concorrente, ele espera redução nas tarifas. O terminal público vai funcionar como uma espécie de regulador, balanceando a tarifa, afirma. Além disso, Camargo ressalta a volta de investimentos no porto. Se analisarmos o aspecto econômico, qualquer investimento no porto, que tem uma estrutura bastante precária, é sempre bem-vindo para a classe exportadora, afirma.
Flávio Turra, gerente técnico e econômico do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), também diz esperar uma melhora no processo de embarque do produto. Com o terminal público deve ser agilizado o embarque de álcool no porto, declara. Segundo Turra, atualmente oito cooperativas do Estado vendem álcool para o exterior. A inauguração deste terminal é importante porque todas elas têm projetos de ampliação e modernização de suas plantas, acrescenta.
É o caso da Cooperativa Agroindustrial do Noroeste Paranaense (Copagra), com sede em Nova Londrina e que há 5 anos ela exporta álcool e é responsável por cerca de 15% das vendas para o exterior do Estado. Existe um certo estrangulamento na estrutura para exportação não apenas no Paraná e era grande a expectativa de termos esse terminal público em Paranaguá, afirma o presidente da Copagra, Miguel Rubens Tranin. (R.L.)





