A Associação Brasileira das Agências de Consórcio (ABAC) afirma que a elevação do dólar aqueceu o setor no último mês. Os números ainda não estão totalizados, mas a expectativa é de que a mudança no câmbio acabe expandindo em 5% o total de novos contratos no País. Até o final do ano o setor deve crescer 15%.
‘‘Toda vez que os juros sobem nosso setor ganha mais visibilidade, é quase cultural’’, afirma o presidente da Abac, Vitor César Bonvino. Segundo informou, o setor trabalha com um cenário otimista, prevendo retomada de investimentos a partir de março. Este comportamento deve ocorrer com o início da votação das reformas e o esperado recuo do dólar.
Com este cenário se concretizando, informa o presidente da Abac, o número de consorciados ativos (que adquirem cotas) deve pular de 2,62 milhões para 2,89 milhões até dezembro.
‘‘Acreditamos que o consumidor fará as contas, ou seja, se ele puder esperar para retirar seu veículo zero, fatalmente ele optará por um consórcio’’, afirma Bonvino. A explicação é que as taxas, bem inferiores aos juros de mercado, acabam sendo compensatórias (leia nesta página).
No ano passado, informou, setor decresceu 17% em relação a 1997. Para este ano, a tendência é de reação. A elevação do dólar, nesse caso, acabou contribuindo para as agências. Mas nem por isso o setor torce pela alta dos juros. ‘‘Isto acaba provocando a redução da atividade econômica e prejudicando a todos’’, afirmou. (P.L)

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