Setor espera crescer mais de 5% em 2011
Com base em uma pesquisa realizada pela RC Consultoria, com dados do IBGE e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que aponta uma projeção de crescimento de 16% na receita agrícola brasileira em 2011, a Andef e o Sindag estão otimistas quanto ao mercado de defensivos para este ano. ''Com as commodities em alta, o agricultor se dispõe a usar mais tecnologia'', avalia João Lammel. A expectativa para 2011 é de um crescimento de 5% a 10% em relação a 2010.
Ao tomar como referência os valores de comercialização de defensivos nos últimos sete anos e as projeções do agronegócio feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Sindag apresenta uma taxa de fator de crescimento anual do setor de 4,1%. Segundo esses cálculos, a perspectiva é de que em 2020 a movimentação financeira atinja US$ 10,76 bilhões no País.
Lammel salienta que o Brasil utiliza seis vezes menos defensivos por tonelada produzida do que o Japão, e três vezes menos do que a França. Em 2008, o mercado de defensivos agrícolas movimentou US$ 7,1 bilhões e, em valores absolutos, o Brasil foi campeão mundial em consumo de insumos. Segundo Eduardo Daher, isso não é demérito se levarmos em conta o volume da produção brasileira de grãos. ''Provavelmente em 2010 ficaremos em vice, depois dos Estados Unidos. Mas voltaremos para a primeira colocação em 2011, 2012'', comemora. Segundo ele, a utilização de plantio direto, aliado ao clima tropical, aumenta a necessidade de uso de defensivos no País.
De acordo com o professor da Unesp, Geraldo Pappa, nos últimos anos, com a evolução da agricultura brasileira, muitos ''aventureiros'' - produtores que não se preocupavam com técnicas de produção - passaram a ser agricultores, o que aumentou o uso de defensivos. Entretanto, em contrapartida, os produtores de milho devem reduzir os insumos nas próximas safras, pois o uso de transgênicos que combatem a lagarta do cartucho - uma das principais pragas da cultura - deve aumentar.(M.F.)





