Ainda que empresários apontem o Brasil com enorme potencial turístico a ser explorado, o setor ainda esbarra em problemas sérios de infraestrutura, principalmente relacionado às condições aeroportuárias e falta de investimentos. O tema foi amplamente discutido em um dos painéis que reuniu os presidentes das duas maiores companhias aéreas e representante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Soluções imediatas e concretas, contudo, não foram levantadas.
  Rubens Carlos Vieira, diretor de Infraestrutura Aeroportuária, destacou que com a criação da Secretaria de Aviação Civil (SAC), que terá status de ministério, Anac e Infraero, hoje subordinadas ao Ministério de Defesa Civil, passarão a responder ao novo órgão, ligado à Presidência da República. ‘‘Somos um órgão regulador e não executor. A criação de uma secretaria é um dividor de águas no espaço aéreo. Faltava um órgão para traçar as políticas’’, afirmou, mas sem adiantar possíveis investimentos.
  Além desta mudança, o diretor comentou sobre o monopólio sem concorrência da Infraero, que administra vários aeroportos em todo Brasil. ‘‘A lei de licitação é um dos grandes entraves no país’’, respondeu Vieira frente às críticas e pedidos de concorrência entre administradores aeroportuários para combater a ineficiência da Infraero, por parte de profissionais do setor aéreo. (M.T.)

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