O setor de embalagens, considerado termômetro da atividade industrial, teve um bom primeiro bimestre, com ritmo de produção superior ao do ano passado. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Embalagem (Abre), Sérgio Haberfeld, as vendas tiveram crescimento de 2% no período.
‘‘A questão é saber se esta tendência se sustenta nas próximas semanas’’, pondera Haberfeld. Segundo ele, é preciso esperar os dados de março para saber se as compras foram apenas para recompor estoques ou para atender a um aumento da demanda.
Para a diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Clarice Messer, há sinais de recuperação da atividade industrial, que devem ficar mais claros em abril e maio. Ela cita o resultado do Indicador de Nível de Atividade (INA) de janeiro, que cresceu 1,2% sobre dezembro.
Foi o segundo mês consecutivo de resultados positivos do INA, mas o que chamou mais a atenção da diretora da Fiesp foi a indicação de que a demanda por bens duráveis começou a dar sinais de recuperação antes de qualquer sinalização de queda dos juros.

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