São Paulo - O setor elétrico necessitará de US$ 82 bilhões até 2020, considerando-se os segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia, para que possa atender à demanda. O cálculo faz parte de um estudo realizado pelo Infra 2020, um programa da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib) e da Alcântara Machado, destinado a debater os desafios para a viabilização de investimentos em infra-estrutura.
''A indústria de energia elétrica é forte demandante de capital, que por sua vez requer financiamento, que então necessita de condições para que os recebíveis futuros permitam a remuneração do capital próprio dos investidores'', avalia o presidente da EDP Brasil e do Infra 2020 para a área de energia, Eduardo Bernini.
Durante o Fórum Brasileiro de Energia Elétrica, Bernini alertou para a possibilidade de o setor elétrico enfrentar uma nova crise em um futuro próximo ''caso os investimentos não sejam retomados, o mais rápido possível''. Ele lembrou que a velocidade da viabilização de recursos é relativa, pois uma usina demanda de 36 meses a 40 meses para ser erguida. Mas destacou que o País ''encontra-se no limiar de uma retomada do crescimento econômico, que deverá proporcionar maior nível de emprego, de renda e de consumo''.
Segundo o estudo realizado pelo Infra 2020, a área de geração de energia demandará investimentos de US$ 68 milhões para incorporar, até 2020, os cerca de 85 mil megawatts (MW) necessários para atender ao consumo de eletricidade do País - considerando-se um crescimento médio do PIB de 3% ao ano.
A expectativa, considerando-se esse crescimento, é de que o parque gerador atinja, no final da próxima década, a potência instalada de 165,3 mil MW. Para efeito de comparação, entre 1995 e 2002, a capacidade instalada do País foi ampliada em 21,4 mil MW.

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