Brasília Os executivos e líderes setoriais presentes na cerimônia de transmissão de cargos no Ministério de Minas e Energia, realizada ontem em Brasília, manifestaram otimismo em relação à futura administração da ministra Dilma Roussef. As garantias dadas por ela de que o ministério deverá ser reaparelhado e de que o governo retomará as atribuições de formulador de políticas setoriais foram aplaudidas pelos representantes da iniciativa privada, tratada no discurso de posse de Dilma como ''protagonista'' do setor energético. Mas os executivos lembraram que há questões que deverão tomar muito tempo em negociações, como as revisões ordinárias das tarifas de energia elétrica a que serão submetidas muitas distribuidoras ao longo de 2003. ''As perspectivas são boas'', disse Wilson Ferreira Júnior, presidente da CPFL
Energia, a maior empresa de capital nacional do setor elétrico.
O vice-presidente da geradora AES Tietê, Demóstenes Barbosa da Silva, também manifestou otimismo com ''a oportunidade que a ministra terá de colocar o setor em processo crescente de recuperação e estabilização''.
''Tivemos uma ótima convivência com a Dilma no período em que ela foi secretária de Energia do Rio Grande do Sul'', lembrou Sidney Simonaggio, presidente da Rio Grande Energia, distribuidora que atende a parte do Rio Grande do Sul. Segundo ele, a ministra foi responsável por várias parcerias entre o governo gaúcho e as empresas elétricas.
Ferreira Júnior, observou, contudo, que as negociações com o governo em relação às revisões ordinárias das tarifas está apenas começando. Governo e distribuidoras de energia divergem sobre metodologia a ser adotada nas revisões de tarifas. As revisões deverão promover um reposicionamento das tarifas das empresas e poderão resultar até mesmo em redução de valores. ''Esperamos que os investimentos já feitos no setor tenham razoabilidade. Essa será a condição número um para atração de mais recursos privados para o setor.''

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