Setor elétrico fecha o ano com retração de 2%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de julho de 2009
Omar Godoy<br> Equipe da Folha 
O setor eletroeletrônico fechará 2009 com uma retração de 2%. É o que prevê a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), cujo presidente, Humberto Barbato, participou ontem em Curitiba de um evento com lideranças regionais. Durante o evento, ele ainda apresentou um estudo que traça estratégias para a indústria avançar nos próximos dez anos.
Entre as estratégias está o desenvolvimento de um processo produtivo avançado. Isso significa a aprovação, por parte do governo, de incentivos para que as indústrias consigam nacionalizar o maior número de componentes nos aparelhos fabricados. Para Barbato, esta seria a medida mais eficaz a médio prazo.
Segundo ele, a retração reflete o receio dos consumidores diante do atual momento de recessão econômica. ''O medo da perda do emprego fez as pessoas pararem de comprar'', disse. O empresário, no entanto, acredita que o decréscimo é pequeno se comparado ao de outros países e, principalmente, ao crescimento do setor no Brasil em 2008 (na casa de 10%).
De acordo com o levantamento da Abinee, a indústria eletroeletrônica tem uma participação de 4,3% do PIB nacional. O Paraná ocupa a terceira posição em faturamento, com 6,5% - perde apenas para São Paulo e Amazonas (graças à Zona Franca de Manaus). Na avaliação de Barbato, o estado ''sofreu menos'' com a crise porque não tem, por exemplo, uma grande fábrica de telefones celulares - um dos negócios mais afetados.


