A indústria de celulose e papel deverá investir US$ 6,5 bilhões na expansão de sua capacidade produtiva até 2005. A Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel) entregou no final da semana ao ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, o novo programa de investimento do setor.
Segundo o presidente da associação, Boris Tabacof, metade desses recursos deverá ser captada no mercado de capitais e em empréstimos do BNDES.
‘‘Estamos trabalhando no limite de nossa capacidade’’, disse Tabacof. A Bracelpa condiciona a rapidez na evolução dos investimentos a ações por parte do governo: redução da carga tributária e dos custos de financiamento.
O setor pede a inclusão de novos bens de capital necessários à produção de papel e celulose na lista de ex-tarifário. Os produtos da lista contam com alíquota de importação reduzida -5%.
A secretária de Comércio Exterior, Lytha Spíndola, disse que o ministério está reavaliando a atual lista e os pleitos do setor.
Com a expansão da capacidade produtiva, a Bracelpa projeta um saldo positivo da balança comercial do setor de US$ 2,8 bilhões em 2005. Sem os investimentos, o setor apresentaria um superávit de US$ 1,4 bilhão.
Os investimentos ainda permitiriam um incremento de 30% no número de empregados no setor. Hoje, são 100 mil pessoas.
O Brasil está em sétimo lugar no ranking mundial de produtores de celulose. Na fabricação de papel, o país aparece em 12º lugar.

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