A expectativa é que a produção de carne suína cresça mais de 5% neste ano no Paraná, na comparação com 2017, de acordo com o Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento. O setor tem convivido com uma alta nos custos de produção, que não pode ser repassado ao consumidor devido à crise no País. Porém, há previsão de que os problemas sanitários na Ásia e na Europa, provocados pela PSA (peste suína africana), deem um respiro ao mercado produtor nacional.

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- Vigilância na suinocultura

O gerente de Saúde Animal da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), Rafael Gonçalves Dias, afirma que não há impacto identificado ainda. "Os casos são recentes, mas acredito que vai favorecer em algum momento as nossas exportações", diz, ao lembrar da importância de manter a vigilância sanitária em alerta.

Técnico em suinocultura do Deral, Edmar Gervásio afirma que um surto da PSA seria desastroso para o mercado mundial. "Daria um impacto para os países exportadores, mas não ocorreu até agora", cita.

Gervásio diz que, apesar da pressão de custos, os produtores paranaenses têm conseguido bons resultados porque 80% são integrados a grandes empresas. "Essas oscilações de preços no milho e na soja não afetam as indústrias, que ou são produtoras de grãos ou gerenciam isso por meio de compra em contratos futuros, para diluir a variação." (F.G.)

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