Curitiba - O número de empregos na indústria da transformação do Paraná cresceu 11,60%, no acumulado de janeiro a agosto deste ano, o que colocou o Estado na terceira posição no ranking dos 27 estados brasileiros. Nesse período, o setor industrial registrou um saldo de 49.967 empregos, gerando um estoque de 430.750. A indústria paranaense ficou atrás apenas de São Paulo, que criou mais de 176,6 mil novos postos de trabalho; e de Minas Gerais, que gerou 53.178 empregos.
Segundo a pesquisa divulgada, ontem, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), na comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento no nível de emprego no Paraná foi de 118,48%. O índice ficou abaixo da média nacional, que foi de 278,06%. No mês de agosto em relação a julho, o aumento no número de empregos foi de 1,36%, com a geração de 6.452 vagas.
De acordo com o economista do Dieese, Sandro Silva, um dos aspectos da pesquisa que chamou a atenção foi a expressiva recuperação do nível de empregos na Região Metropolitana de Curitiba. Apesar do Interior ser o responsável por 77,70% do total de vagas criadas nos oito primeiros meses, com 38.822 novos postos de trabalho, a Grande Curitiba, com a geração de 11.145 empregos, apresentou crescimento de mais de 616% na comparação com o mesmo período do ano passado. Somente em agosto deste ano, foram abertas na Região Metropolitana de Curitiba 1.982 vagas, enquanto no mesmo mês de 2003 foram apenas 77.
No Paraná, os setores que lideraram o número de empregos foram os da alimentação, bebidas e álcool, da madeira e mobiliário e a indústria têxtil e de vestuário, concentrando, de janeiro a agosto, 67,5% das vagas.
Diferenças - No início da semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o emprego industrial no Paraná apresentou um crescimento de 5,4% no número de empregos industriais em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês de 2003. Já no acumulado dos primeiros oito meses de 2004, na comparação com o mesmo período do ano passado, o Estado apresentou uma alta de 3,04% na taxa de empregos industriais.
A diferença dos números, segundo explicou o técnico do Dieese é a metodologia. Enquanto o IBGE trabalha com amostragem (são as indústrias de maior valor adicionado), o Dieese usa dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho, que considera todas as indústrias.

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