São Paulo Os trabalhadores do ramo de telecomunicações são uma das categorias que mais estão sendo atingidas por demissões no Brasil. Desde 2000, o número de pessoas no setor diminuiu 31%, e atualmente é de 144 mil. O não cumprimento das expectativas de maior popularização da internet e mesmo da telefonia são as causas da onda de dispensas, que deve se estender até 2003.
Segundo levantamento da consultoria Brisa, o setor mais prejudicado é o das indústrias de equipamentos de telecomunicações. Desde 2000, o número de empregados caiu mais que a metade. Está hoje em 32 mil. A ociosidade dessa indústria é de 60%, e as alianças ou aquisições de operadoras que estão em estudo, como a parceria da Embratel com a Net para compartilhamento da infra-estrutura, devem piorar o cenário.
''Significará mais dispensas. As parcerias serão muito boas para as empresas, pois reduzirão custos. Mas a mão-de-obra ainda existente sofrerá com o processo'', afirmou ontem Virgilio Freire, consultor da Brisa.
As operadoras de telefonia fixa reduziram seu quadro em 25% nos últimos dois anos e empregam agora 49 mil pessoas. A eliminação de 17 mil vagas chegou a ser parcialmente absorvida por empreiteiras, que fazem hoje o serviço de instalação de linhas, e pelas empresas de call center. No entanto, os dois segmentos aumentaram o número de trabalhadores em 12 mil vagas.

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