O setor de telecomunicações ainda pode reservar boas oportunidades de trabalho para quem tem interesse em atuar na área e que esteja atualizado. Depois da ‘‘enxurrada’’ de demissões feitas no ano passado pelas grandes companhias, a expectativa é que, com a chegada das novas operadoras para disputar os segmentos de telefonia fixa, móvel e de longa distância no segundo semestre, surjam novas vagas no mercado de trabalho.
Consultores do mercado alertam, no entanto, que esse reaquecimento não deve ser como o que ocorreu há dois anos e meio. O consultor executivo do Grupo Prisma – empresa especializada em Recursos Humanos (RH) –, Fabrício Giaccheri, lembra que, na época, havia enorme demanda por linha telefônica e metas a serem cumpridas pelas operadoras dentro dos prazos estipulados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Hoje a situação é inversa. ‘‘Pelo acompanhamento que tenho feito dentro do grupo, a quantidade de vagas está menor do que a demanda.’’ Ainda assim, há no Grupo Prime 399 vagas, das quais 8 são para diretores e gerentes; 125 para engenheiros e analistas; 230 para técnicos e assistentes; e 36 para estagiários.
A gerente de Treinamento da Dow Right Assessoria em Recursos Humanos, Gisela Ferreira, também acredita numa melhora do nível de empregos no setor a partir de julho. Mas, para ela, haverá uma mudança no segmento de atuação dos trabalhadores. ‘‘Primeiramente foi preciso contratar mão-de-obra na área de fabricação de produtos e equipamentos. Agora, chegou o momento de as operadoras fortalecerem a prestação de serviços.’’

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